
VITAL
BRAZIL
O bairro limita-se com São Francisco, Icaraí e Santa Rosa - sendo um
prolongamento destes dois últimos. A área do Vital Brazil compreende
pequena planície,1 cortada por pequenos rios que desembocam no rio Icaraí;
e por encostas do Morro do Cavalão. A parte mais baixa era alagadiça,
formando charcos, até que a canalização dos rios tornou possível às
edificações no local.
Esta área outrora pertenceu às fazendas Santa Rosa e Cavalão, sendo
que ao longo do tempo essas terras foram vendidas e parceladas, datando
do final da primeira metade do séc. XX o processo de ocupação e formação
do bairro. O fato responsável pela denominação do lugar foi a transferência
do Instituto Vital Brazil, que funcionava em Icaraí,(2) para "instalações
melhores" no bairro, numa grande área onde funcionara uma olaria(3)
(1919).
O importante trabalho desenvolvido pelo Instituto, hoje estadualizado,
sempre recebeu amplo apoio dos governos estadual e municipal. Inicialmente
o Instituto limitava-se a fabricação de medicamentos para uso humano
(soros antiofídicos e vacina anti-rábica), mas a partir de 1931 já preparava
vacina anti-rábica para uso veterinário e outros produtos do gênero.
Em 1943 foram inauguradas as atuais instalações do Instituto, contribuindo
para a diversificação de suas atividades e reconhecimento internacional
do seu trabalho.
Anexo ao Instituto, foi criada a Faculdade de Veterinária, hoje pertencente
à UFF. O processo de ocupação ocorreu principalmente na segunda metade
do séc. XX, intensificando-se nas últimas décadas, sobretudo pela ação
de loteamentos (como por exemplo, o Jardim Icaraí) e pela cessão de
terras do Instituto aos funcionários, para que construíssem suas moradias.(3)
Até alguns anos atrás as poucas casas do bairro eram entremeadas por
inúmeros terrenos baldios.
(1)
Parte do vale situado entre os morros do Cavalão e Alarico de Souza.
(2) Rua Mariz e Barros, esquina com Gavião Peixoto.
(3) Na área do Instituto, havia pastos (criação de cavalos por exemplo),
sendo muito cobiçada, gerava conflitos, às vezes violentos entre a Direção
do Instituto (Dr. Vital Brazil) e invasores. Somente aos funcionários
era permitida à construção, mas como não havia controle do poder público
às invasões foram acontecendo.